A gravidez está ocorrendo cada vez mais tarde.
Fonte: Wikimedia

Recentemente, estudos realizados em países europeus, como a Inglaterra e o País de Gales, indicaram que, pela primeira vez na história, mais mulheres estão tendo filhos após os 30, do que antes de alcançarem essa idade. No Reino Unido, essa mudança de comportamento pode ser observada através das figuras das duquesas Kate Middleton e Meghan Markle, ambas com filhos já na casa dos 30 anos.

Até mesmo em lugares onde tradicionalmente as mulheres costumavam ser mães mais cedo, como no Brasil e nos Estados Unidos, a média de idade também apresentou um aumento significativo. No caso específico das norte-americanas, o mais comum era ter o primeiro filho aos 21 anos durante a década de 70, e em 2016, essa média já havia subido para os 26 anos.

Porém, quais são os fatores mais importantes que motivaram essa transformação?

1. Preocupação com a vida profissional

Nas últimas décadas do século XX, a inserção das mulheres nas universidades, no mercado de trabalho e até mesmo em cargos de destaque do meio corporativo, se tornou bem maior. Como consequência disso, as mulheres tem se preocupado cada vez mais em se estabelecer profissionalmente e alcançar um status de segurança financeira antes de começar uma família.

As próprias exigências e contradições do mercado de trabalho favorecem esse cenário, pois de acordo com as estatísticas, as mulheres com diploma universitário que decidem ter filhos mais tarde conseguem ter empregos e salários melhores do que as mulheres com diploma que optam por ter filhos logo após concluírem o ensino superior.

O simples fato de ser mãe ainda é um motivo pelo qual muitas mulheres perdem oportunidades profissionais. Essa é mais uma razão que serve como incentivo para que muitas decidam esperar mais tempo até terem que se dividir entre os compromissos de trabalho e os desafios da maternidade.

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Seja qual for a idade em que escolhem ser mães, as mulheres também têm o direito de se entreter com jogos de cassino online, os quais oferecem muita diversão e emoção a qualquer hora do dia e no conforto da própria casa!

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2. Mudanças no estilo de vida da sociedade contemporânea

Além dos motivos profissionais, o elevado custo de vida nas cidades é outro fator relevante, que tem motivado muitos casais a se casarem mais tarde, também após os 30 anos de idade, ao contrário do que acontecia nas décadas passadas. Antes de escolher ter filhos, muitas mulheres estão esperando a concretização de outros objetivos, como adquirir a casa própria, comprar um carro ou alcançar as condições financeiras necessárias para oferecer mais conforto para a criança que está por vir.

O avanço da tecnologia e da medicina na sociedade atual também é um destaque, pois enquanto há 50 anos era considerado arriscado ter filhos após os 35, nos dias de essa ideia está se tornando cada vez mais comum, graças ao congelamento de óvulos e a fertilização in vitro, por exemplo. Apesar da gravidez tardia demandar mais cuidados, a medicina contemporânea já é capaz de oferecer os meios necessários para que as mulheres tenham filhos com certa segurança após os 40.

Além disso, outra razão que merece ser mencionada para justificar a maternidade após os 30 anos é a queda na pressão social por filhos, algo que era muito comum nas décadas passadas. De acordo com a especialista Natika H. Halil, apesar dessa pressão ainda existir em menor intensidade, em dia muitas mulheres já se sentem seguras o bastante para guiar a própria vida seguindo os seus próprios anseios, sem se preocupar com o que os outros irão pensar sobre isso.

Índices de aborto e de gravidez na adolescência estão diminuindo

Paralelamente, enquanto a média de idade em que as mulheres de várias partes do mundo estão tendo filhos segue aumentando, os índices de aborto e de gravidez durante a adolescência também sofreram alterações em diversas regiões do mundo, apresentando uma queda acentuada ao longo dos últimos anos. Em relação aos abortos, nos Estados Unidos o número caiu de 29.3 casos a cada mil mulheres, nos anos 70, para 14.6 procedimentos entre mil mulheres no ano de 2018.

Em ambos os casos, tanto de abortos como da gravidez na adolescência, tudo indica que o amplo acesso à educação sexual, que alcançou as escolas, e o uso de diferentes métodos contraceptivos, foram os principais fatores que contribuíram e possibilitaram que houvesse um queda desses índices.